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Chamado "Homem da Paz e da Caridade", foi o primeiro beato a nascer no Brasil! Fundou o Mosteiro da Luz e tornou-se conhecido também por seus milagres e suas famosas pílulas!...


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02/04/2004 - 02:04 - A história do martírio

A história deste martírio começou muitos anos antes...Vamos conhecer a vida de Pe. Inácio de Azevedo, que abandonou o sucesso que a vida lhe prometia para seguir a Cristo pobre e humilhado, na trilha de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, a ordem jesuíta. Como ele se encantou com Cristo e se pôs a seu serviço, quis levar muiitos outros a fazer  o mesmo, e em especial, a serviço das missões em terras brasileiras. Vamos agradecer a Deus o benefício espiritual que foi derramado sobre todos nós, sobre a Igreja do nosso país!

Beato Inácio de Azevedo

Inácio de Azevedo era natural do Porto, Portugal, nascido por volta de 1526, de família importante e influente, filho mais velho e portanto seu herdeiro principal, criado na corte portuguesa. Aos 22 anos, depois de fazer os Exercícios Espirituais de Santo Inácio por 40 dias, abandonou as vaidades humanas e entrou para a ordem dos Jesuítas, abraçando a pobreza, a obediência religiosa e a castidade. Prosseguiu seus estudos no Colégio de Coimbra. Cedo revelou as suas grandes qualidades de chefe, e assim, de 1552 a 1556 assumiu a direção das escolas públicas fundadas em Santo Antão. Foi vice-provincial de Portugal e reitor do Colégio de Braga. Além do trabalho de seus cargos, exercia seu apostolado sacerdotal nos hospitais, prisões e entre a população rural. Destacava-se pela penitência, oração e obras de misericórdia.

A grande paixão de Inácio eram as missões! As notícias que vinham do Congo, Angola, Índia, Japão... o encantavam! No Brasil, Pe. Manoel da Nóbrega pedia reforços, e alguém capaz de reorganizar o trabalho já iniciado. Pela seu caráter empreendedor, ativo e enérgico, Inácio foi então escolhido. Em 1565 participou da Congregação Geral da sua Ordem em Roma, na qualidade de procurador das províncias jesuítas da Índia e do Brasil. O novo Prepósito, São Francisco de Borja, o superior de toda a Ordem, nomeou-o Visitador do Brasil.
Foi assim que ele veio para o nosso país e desde então passou a fazer parte da Província brasileira da Companhia de Jesus. Mais tarde tornaria-se o nosso primeiro beato. Chegou à Bahia em 24 de agosto de 1566, juntamente com outros jesuítas. A incumbência revestiu-se de grande dinamismo e oportunas medidas de governo. O trabalho devia ser reestruturado, pois havia perdido arranque. Em novembro desse mesmo ano seguiu para o sul na armada de Mem de Sá, junto a alguns jesuítas, entre eles o Beato José de Anchieta e o Bispo Dom Pedro Leitão. Chegou ao Rio em 18 de janeiro de 67, assistindo aos últimos combates contra os tamoios e franceses. Visitou depois a Capitania de São Vicente, subindo até São Paulo de Piratininga. Resolvida a fundação de um colégio no Rio de Janeiro, para lá voltou em julho, com Dom Pedro Leitão, Pe. Manoel da Nóbrega e Anchieta. Do Rio partiu para a Bahia, onde chegou em março de 1568, visitando no caminho as casas do Espírito Santo, Porto Seguro e Ilhéus.

A grande expedição

A necessidade de colaboradores era muito grande! Realizada a congregação provincial em junho, eleito de novo procurador a Lisboa e Roma, partiu para Portugal em 24 de agosto. Encontrou-se com o rei Dom Sebastião e depois foi para Roma, em maio de 1569, para conseguir reforços para o Brasil. Com o apoio do Papa Pio V e de São Francisco de Borja, o superior geral da Ordem, o ardente Pe. Inácio conseguiu importante ajuda humana e material para retornar ao país de sua residência. Nomeado Provincial do Brasil, passando pelas Províncias jesuítas da Espanha e Portugal ao retornar de Roma, reuniu uma expedição de 73 religiosos, entre padres e irmãos; vários servidores seculares e mecânicos juntaram-se ao grupo, que chegou a cerca de 100 pessoas! Foi a maior expedição missionária jamais enviada por Portugal para as suas colônias.

Por causa da peste que assolava Lisboa e porque o Rei enviava ao Brasil o Governador, as embarcações demoraram a sair.
Esperando os transportes para retornar ao Brasil, Inácio concentrou os religiosos na Quinta de Val de Rosal, ao sul do rio Tejo, evitando Lisboa, onde mais de 12 mil pessoas já haviam morrido, entre as quais 20 jesuítas. Nesse ambiente sadio do campo começou a preparar o batalhão de missionários para a campanha missionária, com estudos, orações, penitências...Seu zelo e ardor missionário empolgava aos quatro padres e aos seminaristas e coadjutores. Pelo exemplo e pela palavra preparava-os para doarem-se cada vez mais ao Evangelho de Cristo. Falava-lhes do seu amado Brasil e do trabalho que os esperava. Respondiam com entusiasmo. O resultado da generosidade de todos esses jovens logo iria ser conhecido por todo o mundo católico...

O martírio

Após interminável expectativa, em 5 de junho de 1570, finalmente zarparam nas três naus da frota do Governador do Brasil, Dom Luiz de Vasconcelos, rumo à Ilha da Madeira, primeira parte da viagem. A 30 de junho, o Provincial Inácio reembarcou na nau Santiago, cuja metade foi fretada por ele. Essa nau deveria se separar do grupo, passar pelas Canárias e seguir para o Brasil. Parte dos jesuítas ia na nau do governador, a capitânia, e na terceira nau, a dos Órfãos, outro pequeno grupo, para dar assistência religiosa àqueles que nela viajavam e eram enviados ao Brasil para povoar a terra.

Pressentindo o perigo do ataque de piratas e com eles o martírio, antes de reembarcar na Ilha da Madeira, Inácio de Azevedo pediu voluntários da morte por Cristo, e não forçados. Alguns hesitaram e foram logo substituídos por candidatos das outras naus. Quando navegavam já a três léguas de La Palma, das Ilhas Canárias, dia 15 de julho, surgiu uma frota de piratas huguenotes, comandados por Jacques Sore. Porque Inácio e seus companheiros eram religiosos, não podiam combater junto com os tripulantes, mas somente animar a defesa e cuidar dos feridos. A nau foi atacada e após breve luta dominada. Os huguenotes eram uma seita protestante calvinista, e vendo entre os tripulantes tantos missionários que iam evangelizar o Brasil, atacaram-nos, dizendo: "Mata, mata, porque vão semear doutrina falsa no Brasil" (LEITE, Serafim. História da Companhia de Jesus no Brasil, tomo II, p. 253). Inácio foi ao encontro deles, com uma imagem de Nossa Senhora nas mãos, dizendo a alta voz: "Todos me sejam testemunhas como morro pela Fé católica e pela Santa Igreja Romana"( D. Maurício,sj. Beato Inácio de Azevedo e 39 companheiros, mártires, p.28). Ferido na cabeça e coberto de sangue, ele e a imagem que segurava, amparado pelos outros religiosos, que também professavam a própria fé, disse ainda: "Não choreis, filhos. Não chegaremos ao Brasil, mas fundaremos, hoje, um colégio no céu". Os huguenotes enfurecidos iniciaram então o massacre! Deram ao Pe. Inácio duas lançadas e tentaram tirar-lhe a imagem de Nossa Senhora, mas não o conseguiram em nenhum momento. Pe. Diogo de Andrade se abraçou então com ele, e ambos foram mortos a punhaladas e lançados ao mar. Comentando o ocorrido, Pe. Pero Dias escreveria um mês depois: "...não podiam mãos sacrílegas de hereges...tirar das mãos de tão forte capitão aquele tão forte escudo, com que andava mais unido, que com sua mesma alma, pois lhe tiraram a vida, não lhe arrancaram a imagem"( LEITE, Serafim. História da Companhia de Jesus no Brasil, tomo II, p. 595).

Somente um jesuíta não foi arremessado ao mar, Ir. Juan Sánches, pois fizeram dele o seu cozinheiro. Foi substituído por um sobrinho do capitão da nau, João, que desejava entrar para a Companhia de Jesus e se fez passar por jesuíta vestindo um hábito deles. Os huguenotes, pensando que ele era um dos religiosos, também o mataram. Completou-se assim o número de 40 mártires. Por isso é chamado de João "Adauto", que quer dizer "acrescentado". Com exceção de um, deixado para o dia seguinte, todos foram martirizados em 15 de julho.

Humanamente falando era uma catástrofe para a evangelização do Brasil, mas aos olhos de Deus o sangue dos mártires é a mais pura oferenda que se pode unir ao Sangue de Cristo. Nossas terras eram assim abençoadas por tantos intercessores diante de Deus. Os mártires são os melhores evangelizadores. Viva comoção seria sentida em toda a cristandade ao saberem da tragédia!

Mais doze mártires!

Mas o martírio não estava ainda completo: um ano depois o massacre se repetiria com a nau capitânia, e o número dos mártires chegaria a 52! Pe. Pero Dias, liderando o restante do grupo de religiosos, chegou a avistar terras brasileiras, mas suas naus foram levadas por temporais até as Antilhas. Reunidos de novo nos Açores e partindo de novo para o Brasil, em setembro de 1571 foram atacados também por protestantes calvinistas, em meio a outra curiosa coincidência.(O MARTÍRIO DE PERO DIAS E 11 COMPANHEIROS) 

40 mártires do Brasil

Desde o início todos eles foram chamados de mártires, e conhecidos como "Mártires do Brasil". A grande comoção popular, e a fama de santidade que se seguiu ao martírio, os considerava como uma bênção divina sobre as terras do Brasil. Isso é historicamente incontestável. Eram ansiosamente esperados no país, e, ao invés disso, chegou sim a notícia de suas mortes. Desde o primeiro instante começaram a recorrer à sua intercessão:

"O fervor extraordinário, que se notou nas Aldeias do Brasil, atribuiu-se logo à fecundidade do sangue daqueles mártires. E no dia 15 de julho de 1574, celebrou-se na Baía a primeira solenidade em honra dos mártires, com epigramas e sermão, dando-se-lhes, pela primeira vez, o nome de Padroeiros do Brasil. A festa manteve-se através dos séculos. Uma consulta, feita a Roma sobre esta celebração doméstica do martírio, vem aprovada. Em Roma, segundo diz o Breviário, começou o culto público" ( LEITE, Serafim. História da Companhia de Jesus no Brasil, tomo II, p. 264)


Atestando a fama de santidade e a existência de um culto aos mártires, alguns escritos da Companhia de Jesus, antes mesmo do início do processo de canonização já os chama Beatos. O primeiro grupo de mártires, os 40 de julho de 1570, foi beatificado em 11 de maio de 1854, pelo Bem-aventurado Pio IX. Tratava-se, nesse caso, do reconhecimento e aprovação de um culto que já existia anteriormente. Dia 15 de julho foi fixado como a data da sua comemoração litúrgica, mas atualmente são lembrados no Brasil no dia 17 do mesmo mês.

Lembramos que só se pode prestar culto a beatos na região em que nasceram, em que viveram e em que morreram. Ora, se eles fazem parte do calendário litúrgico do nosso país, é porque a Igreja os considera santos ligados ao Brasil. Esse era o sentimento do povo desde o martírio, não só em Portugal, mas sobretudo aqui em nossas terras, que perdiam Pe. Inácio, Provincial dos nossos jesuítas e seu grande grupo de missionários tão esperados. Mesmo que efetivamente somente Pe. Inácio já residisse em terras brasileiras, para a Companhia de Jesus esse grupo já pertencia oficialmente à esta Província.

Nossos irmãos e intercessores

Conhecer algo das suas vidas é importante para entendermos melhor a importância da oferta que fizeram a Deus. Não são uma multidão de anônimos, um número sem rosto, mas pessoas como nós, que lutaram para crescer na fé e na doação a Deus. Ao todo são 32 portugueses e 8 espanhóis. Vários desses beatos são venerados também nas suas cidades de origem. Deus abençoou os seus esforços e deu-lhes o grande dom do martírio. São Beatos do Brasil, e merecem a nossa veneração toda especial. Vamos comparar suas vidas com as nossas, e a de tantas pessoas que conhecemos. Um dia nós também podemos ser um deles, já que mártires sempre existirão...

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*BEATO INÁCIO DE AZEVEDO E COMPANHEIROS MÁRTIRES (inicial)
*Saiba porque são realmente 40 MÁRTIRES DO BRASIL
*Leia TRAÇOS BIOGRÁFICOS DOS 39 COMPANHEIROS Mártires
* O MARTÍRIO DE PE. PERO DIAS E 11 COMPANHEIROS
* Para obter mais informações: BIBLIOGRAFIA, INFORMAÇÕES E LINKS

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